
com SLASH

com CHET ATKINS

com BRIAN MAY

com ARLEN ROTH e ALBERT LEE


com B. B. KING

com Sir PAUL MCCARTNEY

DOIS ÍCONES
O grande músico: (1915-2009)
A herança: (1952-ETERNO)

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DOIS ÍCONES
O grande músico: (1915-2009)
A herança: (1952-ETERNO)
→ 1 ComentárioCategorias: Guitarras
Etiquetado: Albert Lee, Arlen Roth, B B King, Brian May, Chet Atkins, Gibson Les Paul, Les Paul, Paul McCartney, Slash

Os amplificadores blackfaces da Fender, da década de 60, são assim chamados por causa do plate preto onde ficam os controladores. Essa foi uma era de ouro para a Fender nas experimentações de circuitos para seus amps, o pequeno período blackface que cobre o início dos 60, mais ou menos, até fevereiro de 65, quando a empresa gradativamente começa a se reestruturar, que compreende a chamada era pré-CBS da Fender (antes de ser comprada pela Holding CBS, que detem o canal de TV), fez a Fender triunfar de vez no ramo de amplificadores, um destino que já estava selado desde a era Tweed de amps da década de 50. São dessa época os clássicos Deluxe Reverb (o amp mais gravado da história da guitarra), Bassman pós tweed (o amp do Brian Setzer), Princeton, Princeton Reverb, Tremolux (que começa a ficar raro de se encontrar), Bandmaster (o campeão de vendas em amps de médio porte, excelente custo/benefício na época), Vibro King (por muito tempo o amp predileto do Clapton e do Robert Cray), Vibrolux, Vibroverb, Champ e Vibro-champ (de 5 watts) e o Super Reverb combo com 4 falantes de 10 polegadas integrados.
Pois bem, há um tempo atrás, quando pesquisava mais sobre esse período específico de amps Fender, acabei me deparando com uma verdadeira aventura protagonizada por um cara que conta toda a história de restauração de um Super Reverb que ele pagou míseros 10 dólares em garage sale. Tratava-se de um Super Reverb de 66 que mais parecia uma pilha de madeira podre. O texto era extremamente divertido e acabou virando um clássico dos meus favoritos.
Acompanhe essa história, clique em “manter a leitura”
→ Deixe um ComentárioCategorias: Amplificadores · Fender Amps · Super Reverb · Valvulados · Vintage
Etiquetado: amplificador, Blackface, Fender, Restaurar, Super Reverb, valvulado
1) Você sempre quis saber o que significa um ‘darker sound’ ? É exatamente o que esse video mostra.
Gibson Les Paul Goldtop, com captadores Moollon, ligado direto em um amp Fender Deluxe Reverb vintage de ‘65.
2) O menor atalho para o timbre do Stevie Ray Vaughan: uma Strato e um Vibroverb.
Note o som cremoso que sai do Vibroverb quando são adicionadas válvulas 5751 no estágio de pré-amp. Um dos melhores timbres que já ouvi, mesmo com gravação tosca.
3) Slash fazendo uma visitinha na Marshall para buscar seu brinquedo: um amp Custom de baixa wattagem para ensaio, feito sob encomenda.
Até a próxima!
→ 1 ComentárioCategorias: Amplificadores · Fender · Fender Amps · Gibson · Guitarristas · Les Paul · Slash · Stratocaster · Valvulados
Etiquetado: dark sound, darker, Deluxe Reverb, Fender, Gibson, marshall, moollon, Slash, som escuro, Stevie Ray Vaughan, vibroverb, videos

A Tokai Gakki Co. é uma fabricante japonesa de guitarras que despontou no mercado em meados da década de 60. À essa época, o mercado japonês era ávido especialmente pelos modelos americanos de guitarras, uma persistência que eclodia do desejo crescente de se aproximar de tudo que convergia para a cultura ocidental do pós guerra; neste sentido, o imaginário que rondava o rock n roll, o blues, o jazz e todos os demais estilos para os quais a guitarra se tornara uma bandeira no mundo ocidental, acabou rompendo as fronteiras geográficas e desembocando com toda força na sociedade japonesa. Mas ter uma guitarra elétrica a essa altura do campeonato em um Japão que ainda se reerguia da segunda guerra, embora em ritmo surpreendente, era algo extremamente raro. Não havia uma rede consolidada de distribuidoras e o acesso a esses equipamentos sofria um enorme embargo por diversos fatores, desde razões geográficas até profundas dissonâncias culturais que não poderiam ser totalmente assimiladas da noite para o dia. Pois é, mas também não demorou muito tempo para que os japoneses arrumassem outro caminho para solucionar o desejo de empunhar uma guitarra elétrica assim como os seus ídolos do ocidente faziam.
A saída mais natural para esse problema refletiu a mesma idéia que tornou a desenvoltura tecnológica japonesa conhecida no mundo inteiro. Em todas as escalas industriais imagináveis, de bens duráveis de baixo a alto custo, os japoneses foram mestres em assimilar os avanços tecnológicos do ocidente, podendo não só reproduzí-los à perfeição como aperfeiçoá-los em alguns casos, a ponto de ameaçar as empresas ocidentais, oferecendo muito mais eficiência de produção e maximização da qualidade. Com instrumentos musicais não foi diferente, Stratos, Les Pauls, Electric Spanish (ES), J200s, SGs acabaram embarcando no oriente com toda força. Acredite ou não, eles conseguiram até levar alguns Guitar Heroes deste lado do mundo para o oriente, assinando contratos de endorsement curiosos. De quem poderia estar falando? Bem, uma dica, era um cara do Texas ainda no começo de sua metéorica carreira.
Clique no link “manter a leitura” para conferir essa história
→ 1 ComentárioCategorias: Guitarras
Etiquetado: cópia, Stevie Ray Vaughan, tokai

Fico impressionado como às vezes há um excesso de alarde em torno de alguma memorabilia qualquer do rock, mas a única coisa que me deixa mais atônito que isso é a FALTA de alarde com relação a outros tantos itens inacreditáveis. Vejam vocês, não é excesso de preciosismo meu não, nem me acusem de contribuir com o excesso de mistificação mal afamada em torno de coisas injustamente superestimadas.
Esse caso é diferente, é inegável. A casa de leilões Christie’s lançou um lote especial, mais precisamente o de número 5871 referente a Julho deste ano, contendo a seguinte jóia: Nada mais, nada menos que uma das últimas Stratocasters adquiridas por Jimi Hendrix na Manny’s Music (uma tradicional loja de instrumentos em Nova York que alçou sua fama na carona de artistas como Hendrix, Clapton, Jeff Beck e muitos outros) para futuras gravações na Electric Lady Studios, de onde provavelmente sairia seu próximo disco, não fosse a tragédia que o levou em setembro de 1970. Ou seja, estamos falando de uma guitarra que poderia ter se tornado A! guitarra do set pessoal de Jimi, pois tudo indica que este foi mesmo seu primeiro propósito.
A guitarra em questão é uma Fender Stratocaster na cor sunburst de 1970, serial number 274200, escolhida a dedo por Eugene McFadden (assistente das turnês de Hendrix pelos EUA), seguindo estritas instruções de Jimi (provavelmente bastante minuciosas), dentre dezenas que haviam na loja. Como de praxe, a guitarra ficou ainda na Manny’s para regulagens finais, seguindo as especificações solicitadas por Jimi.

Fender Stratocaster 1970 de Jimi

Detalhe do lindo corpo em sunburst faded, já envelhecido e com diversas marcas de uso
O braço dessa strato em particular é em maple, com escala clara, favorita de Jimi, 21 trastes e seletor de 5 posições.
O corpo contem ainda uma inscrição, assinada de próprio punho por Noel Redding, baixista do The Jimi Hendrix Experience, com as seguintes menções: Good Luck, Noel Redding. Acompanha também o case original da Strato, timbrado com a inscrição J. H. EXP. em spray; aliás uma prática comum com os equipamentos de Jimi, pois há diversos cases ou mesmo amplificadores devidamente documentados que foram timbrados da mesma forma.

Case com as inscrições J. H. EXP.

Good Luck
Acompanha ainda 5 documentos de autenticidade:
a) Cópia facsimile da nota fiscal original da Manny’s Music Instruments 146 West 48th St. NEW YORK, de Julho de 1970, contendo a descrição do modelo, o serial number, o preço pago no valor de US$275.60, uma inscrição dizendo For Jimi Hendrix e a assinatura de McFadden.

Nota autenticada da Manny’s Music NEW YORK
b) Um documento digitado e assinado por McFadden confirmando a autenticidade de sua assinatura no primeiro documento.
c) um documento escrito de próprio punho e assinado em 1994 pelo então vice-presidente da Manny’s Music, Stuart Muskowitz, confirmando a autenticidade da nota da Manny’s. Além disso, confirma que a Fender Stratocaster de serial number #274200 fôra um dos modelos especialmente selecionados para Jimi e regulado pela própria Manny’s.
d) documento escrito e assinado por Noel Redding, 4 de outubro de 1994, atestando o seguinte: “Confirmo que Jimi Hendrix utilizou esta guitarra na festa de abertura da Electric Lady Studios, Nova York, 2 de agosto de 1970, na qual também estava presente. Noel Redding.”
e) dois documentos escritos e assinados por Arthur e Albert Allen do The Ghetto Fighters [que gravaram com Jimi na Electric Lady Studios em 70], também atestando que Jimi utilizou a guitarra no mesmo evento mencionado por Noel Redding.
A Christie’s estima que a guitarra será vendida entre US$114,800 e US$147,600, um valor beeem abaixo por exemplo em relação à guitarra branca que Jimi usou na sua antológica apresentação em Woodstock e que foi arrematada por US$750,000. Uma pechincha não é mesmo? Hahaha, brincadeiras à parte, a estimativa é realmente baixa, mas isso não quer dizer que o arremate final será dado dentro destes limites. A estimativa relativamente baixa para um item dessa ordem se deve ao fato de que há apenas testemunho ocular e nenhum testemunho mais enfático, como fotografias, por exemplo. De qualquer maneira, trata-se de uma memorabilia do rock que há muito tempo não se via nas casas de leilões, realmente incrível.
É isso aí, basicamente a guitarra do Hendrix para o disco que nunca ocorreu. Quer mais que isso?
→ Deixe um ComentárioCategorias: Fender · Guitarras · Jimi Hendrix · Stratocaster
Etiquetado: christie's, fender stratocaster, jimi hendix, leilão

Muitos de vocês já estão inteirados da fama dessa mini magnificência de amplificador, escolha número 1 de 10 entre 10 músicos em quesito de gravação de valvulado saturado. A Fender já vinha há um tempo reeditando exaustivamente seus modelos blackfaces da década de 60, vertendo enorme empenho para assegurar um bom produto final mesmo com todos os empecilhos da produção massificada, o que obrigou a Fender a reduzir custos guilhotinando a qualidade de alguns componentes dos amplificadores. Mas conversando recentemente com um handmaker de valvulados, com conhecimento técnico específico, andei mudando minhas opiniões sobre essa, digamos assim, leve prática negligente da Fender. Ele fez questão de salientar uma melhora significativa na qualidade geral da construção dos amplificadores Fender Reissue, especialmente nas últimas três temporadas, inclusive nas placas de circuito impresso e na precisão das demais soldas, que era o calcanhar de aquiles dos amps até então. Mas dessa vez não há papo, em razão de inúmeros pedidos de fanáticos pelo Champ Tweed, a Fender resolveu reeditar a versão de 57′ do Champ, dessa vez porém, confiando sua produção aos construtores dedicados da Fender, oferecendo um trabalho quase artesanal na fabricação.
O circuito do 57′ Champ ressuscita o clássico design 5F1, equipado nos originais, sendo portanto todo soldado a mão (hand-wired) e ponto-a-ponto (PTP), o que o qualifica a ingressar na divisão mais classuda e exclusiva da Fender, a linha “Custom”, que já integra os consagrados “‘57 Deluxe“, “57′ Twin-Amp” e “Vibro-King“. Além disso, entrega 5 watts em um falante Alnico de 8 polegadas, Weber Special Design 4Ohm. Apenas um controlador, de VOLUME, com o clássico knob “chicken head” preto, luz piloto estilo diamante, gabinete todo feito em pinho maciço com juntas articuladas (finger-jointed) e revestimento Tweed com acabamento lacqueado. A configuração de válvulas segue a ordem tradicional, 1 válvula do tipo 6V6 na potência, uma 12AX7 no estágio de pré e uma válvula do tipo 5Y3 para retificação.
Se os videos estiverem corretos (e não duvido da idoneidade da Fender nesse sentido), essa reedição parece recriar até o “último fio de tweed” a essência dos narrow-panel endiabrados da década de 50. Os amps dessa época se destacam em primeiro lugar pela extrema dinâmica que oferecem, entregando nas mãos do guitarrista, abandonado à própria sorte, o destino de seu timbre. A interação entre o guitarrista e o amplificador se desdobra em ampla profundidade, persuadindo o músico a buscar seu próprio som e sua maneira de tocar, podendo mesclar sonoridades doces e tenras com distorções “roucas” e furiosas com uma simples alteração de ataque nas cordas. Outra coisa que impressiona nesses amps é o poder que seu som inspira, mesmo com a wattagem tão baixa. O Champ tem uma saturação de válvula de potência inconfundível, tanto que o icônico ”cranked champ tone” já praticamente virou uma expressão a se zelar nos círculos de colecionadores e amantes de timbres. Essa saturação tem um quê de misticismo e folclore, não a toa. Quando provocado, o som saturado que sai de um Champ é tão poderoso que parece rasgar o ar como um supersônico. Muito mais que isso, o Champ é o único amp que consegue soar como uma voz rouca de whiskey entoando refrões de blues em algum rincão do Mississipi. Não é pouca coisa não meus senhores. Se duvidam, confiram os videos por favor.
Não há ainda preço para o ‘57 Champ.
Acompanhem ao final os ótimos videos de demonstração do 57′ Champ

Traseira do ‘57 Champ

Detalhe do circuito PTP soldado a mão

Visão frontal do ‘57 Champ
Clique no link “manter a leitura” para conferir os videos de demonstração
→ Deixe um ComentárioCategorias: Amplificadores · Fender Amps · Guitarras
Etiquetado: 57, Champ, Fender, reissue, Tweed

“A primeira dama do rock n’ roll”. É dessa maneira, com essa alcunha tão admirável, que muitos até hoje se referem à cantora e guitarrista Mary Kaye (nascida Mary Ka’aihue, no Hawaii), especialmente aqueles que viveram os anos 50, a grande década de ruptura de um mundo tímido e camponês para o mundo voluptuoso e barulhento do rock. Mary foi pioneira absoluta em sua geração, símbolo forte de rompimentos e das reivindicações que não conseguiam mais seguir caladas e reprimidas. Em plenos anos 50, mais precisamente 1956, essa devia ser a primeira impressão para quem, numa leitura distraída de catálogo comercial, de repente se deparasse com um anúncio de guitarras com uma mulher, e dessa vez não era uma figurinista de fundo de bastidores com um sorriso amarelo, era simplesmente uma mulher empunhando uma guitarra!! Lembre-se, estamos falando dos anos 50, ainda havia segregação racial nos EUA e mulheres não eram muito mais que uma propriedade de seus maridos, que vinham no pacote junto com a casa própria e o Oldsmobile da família. A imagem de Mary Kaye é o equivalente a um ”Martin Luther King” das mulheres no cenário do rock e da guitarra, um marco da libertação feminina nos anos 50, quando a àgua ainda estava começando a borbulhar, pronta para ferver na década seguinte.

Mary Kaye Trio (1956): Foto do catálogo da Fender de 56
Em 1956, a Fender decidiu promover um anúncio com o “Mary Kaye Trio”, grupo de Mary, precursor do fenômeno “lounge” nascido em Las Vegas. Este anúncio é bastante significativo da história da Fender, pois nele figura a primeira guitarra ‘custom’ de sua história, introduzindo opcionais estéticos em relação aos modelos two-tone sunburst de 1954; é portanto a primeira investida da Fender na segmentação de sua produção, oferecendo ao consumidor diferentes padrões de qualidade e preço, podendo acrescentar, de certa maneira, opcionais como ferragens douradas. O novo modelo, lançado comercialmente em 1957, era uma Fender Stratocaster feita com corpo em ash, braço em maple com escala clara, na cor blonde e principalmente, com ferragens douradas, a jóia da coroa. No catálogo, ela era simplesmente descrita como “Blonde/gold parts”. Ao preço de US$330,00 você poderia adquirir uma, com opção de levá-la no case tweed, acrescidos mais 49 dólares. O que verdadeiramente impulsionou a venda dessas guitarras foi a foto de Mary Kaye no catálogo, de forma que quando as pessoas iam às lojas, não pediam pela Stratocaster Blonde/gold parts, e sim pela Strato da Mary Kaye, de forma que essas guitarras acabaram sendo batizadas de “a Mary Kaye” nos primeiros círculos de colecionadores. As stratos “Mary Kayes” originais estão certamente no grupo das guitarras Fender mais colecionáveis, muito difíceis de serem encontradas no mercado. A Custom Shop reeditou a ”Mary Kaye” em 87, com uma tiragem extremamente limitada, e por isso, só essas reedições já podem chegar a US$10.000 nos EUA. A “Mary Kaye” é o anjo barroco das Stratocasters, digamos assim, elegantes e suntuosas, porém simples.


Detalhe das ferragens douradas

Detalhe da cor Blonde sobre o corpo ash

Mary Kaye da Custom Shop, 87′
→ 1 ComentárioCategorias: Colecionáveis · Edições limitadas · Fender · Guitarras · Stratocaster · Vintage
Etiquetado: 57, blonde, Fender, ferragens douradas, mary kaye, Stratocaster

Reedições… tá aí um assunto que merece um melhor aprofundamento, quem sabe mais tarde não é mesmo? Para vocês terem uma vaguíssima idéia, a divisão Custom Shop da Gibson, que na reestruturação recente da empresa passou a deter monopólio de alguns modelos, como a Les Paul Custom, as reedições Custom Historic e todas as Electric Spanish (as semi-acústicas ES), já tem provavelmente fechado um portfolio de futuras reedições para os próximos dois anos, tudo cronometradinho, de forma que cada relançamento atenda às devidas metas da Gibson. Isso faz sentido, não é “promiscuidade” da Gibson, ela é antes de tudo uma empresa e, oras, tem que pagar no final do mês seus funcionários… NORTE-AMERICANOS! Não é pouca grana não. Muita gente reclama dos preços exorbitantes que a Gibson pratica, o que para muitos faz parte de suas estratégias mercadológicas de manterem os preços a acesso bastante restrito de forma que isso se converta em algum “prestígio” elitizado em favor da marca. Ora, isso é besteira, é paranóia, é síndrome persecutória, sei lá. É claro que quando você compra uma Gibson, você compra um valor agregado, que demandou muito empenho para ser construído. A Gibson pode ter diversos defeitos e, de fato, alguns preços praticados parecem estar completamente fora da realidade, mas é um fato que a empresa mantém um padrão de construção e preciosismo artesanal invejáveis a qualquer empresa do ramo, ainda mais mantendo tamanha qualidade com um catálogo tão imenso de modelos standards, reedições e novos lançamentos. Mas enfim, a gente continua essa história depois.
O fato é que a Gibson resolveu relançar o modelo Wilshire da Epiphone, lançada inicialmente na década de 60. À época, a Wildshire já era um projeto solid-body próprio da Gibson, já que a Epiphone já havia sido adquirida pela Gibson em 1957 e sua produção toda deslocada para a tradicional planta de Kalamazoo em Michigan. Propriamente em 1959, a Gibson tomou a decisão final de não dissolver a marca Epiphone, que já havia se consolidado com seus consumidores, e resolveu então não só seguir a produção dos modelos antigos como também projetar e criar novos modelos feitos inteiramente na planta de Kalamazoo. De 1959 até início dos 70, as guitarras e baixos Epiphone de corpo sólido (solid-body) foram produzidas em escala bastante limitada, já que a produção se concentrava nas solid-body da Gibson, especialmente o modelo SG, que verteu enorme empenho da empresa na sua promoção e divulgação, aliás com total êxito.
Em 1960, a Gibson lançou a Wilshire, uma guitarra de corpo sólido configurada com dois captadores P-90, ponte Tune-O-matic, corpo de mogno e braço em uma única peça, colado ao corpo. Inicialmente, a idéia da Gibson era a de jogar a Wilshire no mercado para competir com as Fender Stratocasters, até então o padrão de guitarra em corpo sólido, e certamente o modelo mais popular. Em 1962, você poderia adquirir uma Wilshire por US$210,oo. O detalhe é que esse preço foi mal calculado, pois a produção naquele ano das Wilshires foi bem abaixo do que a Gibson inicialmente planejou, apenas cerca de 180 guitarras foram produzidas. Não demora muito para entender o que aconteceu, certo? A escassez dessas guitarras, especialmente a de 62, e a enorme publicidade atraída pela idéia de uma “stratocaster” da Gibson fez os preços da Wilshire subirem paulatinamente, primeiro em duas décadas, depois de ano a ano. Uma Wilshire, específicamente deste ano, pode chegar a incríveis US$12.000 no mercado norte-americano. Bem, o problema é que o relançamento então ficou salgadíssimo por causa de toda essa especulação, o list price sugerido pela Gibson (que está bem acima do preço final praticado pelas distribuidoras de instrumentos musicais, apesar de tudo) é de US$4.832. A Gibson inclusive apresentou um gráfico demonstrativo da valorização de mercado das Wilshires:

A reissue da Wilshire chega às lojas com corpo e braço feitos em mogno, escala escura em jacarandá, sem frisos, dois captadores P-90 com polos ajustáveis, trastes medium/jumbo, tarrachas Kluson, 2 controladores de volume, 2 de tonalidade, ferragens cromadas e potenciômetros CTS, case e o escudo em Tortoise com o clássico lôgo E da Epiphone posicionada entre os captadores. Vem ainda com uma camiseta (!), palhetas especiais(!!) e correia customizada. Virá apenas na cor branca.

Epiphone Custom Historic USA 1962 Wilshire Reissue


Detalhe dos captadores e logo Epiphone

Detalhe do headstock
notícia original: http://www.gibson.com/en-us/Lifestyle/ProductSpotlight/NewModels/presenting-wilshire-601/
→ Deixe um ComentárioCategorias: Epiphone · Gibson
Etiquetado: 62, Epiphone Wilshire, Gibson, Kalamazoo, reissue

O guitarrista Paul Gilbert, virtuose excêntrico e de figurinos tão mirabolantes quanto suas composições, trabalhou em conjunto com a Ibanez, sua atual endorser, em cima de uma guitarra que agregasse um novo design com funcionalidades adaptadas ao estilo de Paul. O resultado final foi uma guitarra de inspiração no mínimo curiosa: bombeiros.
Tudo começou em 2007, quando Gilbert pegou uma imagem da já clássica Ibanez Iceman e a inverteu usando um editor de imagens. O resultado agradou imediatamente a Gilbert, que tendo invertido a ‘Ice’, resolveu batizá-la inicialmente de ‘Reverse Iceman’, e após sugestão de um fã, acatou a idéia de batizá-la de Fireman, “bombeiro”, em contraposição à Iceman. Ele ainda adicionou ao projeto inicial algumas idéias para ajustar o corpo de forma que permanecesse confortável com o novo visual. A Ibanez apresentou e divulgou a Fireman, em caráter experimental, na NAMM deste ano. Essa guitarra é um exemplo claro de como intervenções dos próprios guitarristas, que claro, não trabalham no departamento de criação das fabricantes, podem resultar em designs com imenso apelo, essa inclusive, candidata forte a se consolidar no catálogo da ibanez. O estilo da Fireman tem apelo àqueles que procuram por uma guitarra com visual moderno, embora traga algumas ressonâncias vintages do estilo extravagante dos baixos Rickenbacker 4001.

Ibanez Iceman

Ibanez Fireman PGM-FRM1

Rickenbacker 4001
A Fireman tem um lindo corpo em korina, configurada com três captadores single-coils DiMarzio Area 67′, igualmente anguladas no escudo, que recriam a sonoridade das single-coils da fender nos anos 60, bem brilhantes, com agudos bem definidos e timbres clean característicos das stratos dessa época. O braço é colado ao corpo, feito em três peças paralelas, também em korina. Apresenta também ponte Gibraltar II, em padrão similar à Tune-O-Matic, switch de cinco posições e ferragens cromadas. Como de praxe, a Ibanez fabricou apenas uma tiragem limitadíssima da Fireman para observar como se comportam no mercado, especialmente o japonês, que concentra a maior fatia de fanáticos pelo Gilbert. Espera-se que em breve, conforme o andar do interesse, a Ibanez passe a Fireman ao catálogo definitivo de signatures.
Detalhe frontal da Fireman.
Perfeita junção do braço com o corpo.
→ Deixe um ComentárioCategorias: Ibanez
Etiquetado: 4001, Fireman, Ibanez, Iceman, NAMM, Paul Gilbert, Rickenbacker

De tempos em tempos surge algum acessório novo para auxiliar o músico na hora de fazer aquela manutenção básica ou algo que não dependa de “mão-de-obra” especializada de luthieria. Isso não garante, no entanto, a viabilidade prática ou mesmo alguma necessidade justificável para tudo que se inventa nesse ramo da indústria, o que por muitas vezes resulta em quinquilharias que não prestam para nada e ficam esquecidas em algum canto. O valor de um acessório ou dispositivo qualquer depende da sua funcionalidade e no tempo e trabalho economizados pelo músico amador ou profissional.
O “string cleaner” (limpador de cordas) é um dispositivo extremamente simples, composto por uma espuma interna de microfibra e um sistema de “presilha”, que quando fechado, envolve completamente todas as cordas. Acompanhe o video de instruções da fabricante, a Tonegear.
Não achei revendedores para esse produto aqui no Brasil, mas é possível encomendar pela Amazon, http://www.amazon.com/The-String-Cleaner-by-ToneGear/dp/B001FSZR4U, ao valor de US$9,99.
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Etiquetado: cordas, guitarra, limpador, string cleaner, tonegear